ABRIGO

Amo você, pequenina

tão fundo e tão verdadeiro

que meu amor guarda

o cheiro

do seu corpo nas narinas.

 

Carrego você comigo

como se eu fosse

abrigo

das suas forças

seu destino

da sua liberdade.

 

Guardo

mas não obrigo.

 

A mim é que me

resguardo

para recebê-la inteiro

um homem virgem e casto

um homem que traz no peito

na pele e na poesia

a marca da sua imagem.

 

Amo você, pequenina

sem que me ame de volta

sem que me acuda a revolta

de ódio igualmente profundo.

 

Amo você, simplesmente

só por vê-la assim

tão sua.

 

Acolho seus imperfeitos

inteiros

você

nua e crua.

                 

Todo meu amor,

Sebá.




    

 

 

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