IDENTIDADE
Sou um animal que
ruge
grande, rude
músculos à flor
da pele
assaltos de
contrações e sustos tamanhos
como o desenho
dos bíceps
e das coxas nuas
despidas
emoções no corpo agigantado
na matéria
mesma que o mantém atado
há gerações.
Arcabouço
pesado
bruto sentido
carne vasta das
desproporções
estrutura de fragilidades
instintos,
impulsos
ante a
delicadeza das devoções
sou o grande
animal solto no espaço
do próprio
corpo onde se forja
o ronco
primordial das feras
e das paixões.
Sou humano
animal
matéria venosa
buscando sangue
arterial
que purifique as
entranhas
das desatadas pulsões
deste amor
visceral.
Todo meu amor,
Sebá.
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