NOTURNO
As coisas que me noturnam
me vão profundo.
Derramam-se para o interior de
mim.
Sombreiam-me com delicadezas nuas
os poros
minha pele habitada pela noite
esta que me veste
o corpo exterior
noturno meu, particular.
Parco em palavras
versejo meus olhos prolixos
que se abrem
dentro das pálpebras fechadas
e povoam os buracos negros
da minha pele
com imagens-sensações
do teu corpo miúdo
arrepio de antecipações
pulso de estrelas
na negra noite de eu-me ser
em ti
e ter-te em mim
visceralmente
em êxtase.
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